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Ensino de música nas escolas é lei, mas como acontece na prática?

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Vamos comemorar o Dia do Músico com uma reflexão sobre a Música na Escola.
De acordo com a Lei n º 11.769, sancionada em 2008, o ensino musical nas escolas é obrigatório. Mas, apesar de a aprovação da Lei nº 11.769 ter sido uma grande conquista para a educação musical, ainda há uma série de obstáculos que precisam ser ultrapassados para que haja propostas conscientes de ensino musical na escola.

A importância do ensino musical nas escolas

Há diversos estudos e pesquisas que indicam que o ser humano interage com os sons desde o útero materno.
Durante o desenvolvimento da criança, a música contribui para a socialização, disciplina e raciocínio lógico. Atuando em diversas regiões do cérebro, a música ainda auxilia no desenvolvimento da coordenação motora, raciocínio matemático e processos de aquisição da linguagem.

A prática do ensino musical também traz benefícios para o processo de alfabetização, estimula a criatividade e proporciona oportunidades de expressão corporal.
A importância do ensino musical é tamanha, que foi reconhecida com o sancionamento da Lei nº 11.769.

Uma lei que não “pegou”

A música, assim como as artes de maneira geral, sempre recebeu olhares preconceituosos da sociedade e do governo. Considerada uma espécie de lazer, a música carrega consigo este estigma negativo também dentro das escolas.

Dessa forma, a área das artes ainda é vista como recreação, banalizando-se sua importância. Essa visão empobrecida é um fator responsável pela falta de incentivo e investimentos oferecidos pelos órgãos públicos. Com pouca estrutura, o ensino de música nas escolas torna-se algo facultativo, quando deveria ser obrigatório.

Ainda assim, a maioria das escolas, sobretudo nos anos iniciais, trabalha a música, ainda que apenas pelo incentivo às cantigas e cirandas (sem instrumentos), o que já é muito enriquecedor. Por outro lado, observa-se que, à medida que as crianças crescem, a música vai sendo considerada algo supérfluo, uma espécie de brincadeira desnecessária.

Com isso, as famílias que almejam esse contato dos filhos com a música têm nas escolas particulares de ensino musical a única opção, que pode ser muito onerosa (e até inacessível) para a maioria.
Em resumo, a falta de verbas gerada pelo desinteresse do governo no ensino musical é o principal obstáculo.

Carência profissional

A formação de professores adequadamente preparados para implementar o ensino musical também é outro grande problema. Isso porque não há uma referência única, normalmente a aplicação do conteúdo musical é delegado aos professores e educação artística e não aos profissionais formados especificamente na área musical.

O resultado é um ensino musical generalista, sem bases concretas, revelando a necessidade de um currículo adequado. De fato, há diversos trabalhos nesse sentido, mas são elaborados por repartições muito específicas, e não têm a divulgação adequada.

Um longo caminho

O ensino musical possui inúmeros benefícios inegáveis. Entretanto, ainda há um longo caminho para que sua implementação ocorra de maneira satisfatória.

A principal muralha a ser quebrada é o preconceito, que gera uma visão empobrecida sobre a importância do ensino musical. A carência de incentivos que afeta não apenas o ensino musical nas escolas, mas o setor artístico como um todo, é uma das maiores consequências desse preconceito.

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