A música pode ser considerada um patrimônio cultural?

Com o objetivo de levar adiante uma cultura de tradição e costumes, é feito a classificação como patrimônio cultural de bens, tradições e manifestações de um povo. A música pode ser considerada um patrimônio cultural, devido à sua importância histórica para a cultura de uma região. O patrimônio da cultura pode ser material – concreto, ou imaterial – abstrato.

Ouvir falar que um prédio foi tombado pelo patrimônio histórico e cultural é algo que a maioria das pessoas já compreende por ser algo material, que se trata do quesito preservação da história. Porém, outras coisas relacionadas ao saber de um povo e suas expressões que não são materiais também podem ser reconhecidas como patrimônio cultural e registradas como tal. No registro são colocadas todas as informações da história daquele patrimônio.

Sons variados no patrimônio musical brasileiro

Tudo o que merece ser preservado, devido ao seu interesse cultural, é considerado um patrimônio cultural. No Brasil a área musical apresenta muito de nossa cultura, com cada região possuindo um estilo que representa a história local.

O Brasil é feito de muitos sons. Variedade musical não falta no país, que teve influências de toda a parte – dos europeus, dos africanos e dos índios nativos. O samba, o forró, axé, o sertanejo de raiz, o funk, a MPB são apenas alguns dos estilos musicais ouvidos pelos brasileiros. A música folclórica também faz parte da cultura, como as cantigas de roda e de ninar, reconhecidas por quase todas as pessoas.

É importante ter este registro como patrimônio histórico das principais expressões musicais do país, para preservar sua história viva.

A música como patrimônio cultural imaterial

Para a Unesco, o patrimônio cultural imaterial da humanidade abrange aquelas tradições e expressões que grupos e indivíduos vão passando de geração em geração, nas comunidades, podendo incluir a cultura musical, assim como a dança, literatura e saberes de um povo.

O samba de roda baiano, que foi reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade, é um exemplo do valor que a música tem na cultura e de como ela pode ser transmitida de pai para filho.

Vindo de fortes tradições africanas, o samba de roda apareceu no século XVII com a cultura dos escravos e com uma parte de contribuição portuguesa na poesia, instrumentos e língua. Numa mistura de festa com poesia, música e danças, o samba de roda sobrevive até os dias de hoje, principalmente no recôncavo baiano.

O samba urbano, que tem o Rio de Janeiro como referência, teve influências diretas do samba de roda.

No Brasil também há o reconhecimento de bens imateriais como patrimônio cultural, o que feito pelo Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O Jongo, uma dança tradicional ao toque de tambores, está na lista deste Instituto.

Reconhecer que a música pode ser considerada um patrimônio cultural auxilia na criação de políticas e ações para valorizar e manter as expressões culturais do Brasil, contando a história de cada estilo, ensinando a praticar música e contribuindo para que esta cultura continue passando para as próximas gerações.

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