Como o compositor trabalhou com a musicalização infantil?

Para muitos o maestro e compositor Heitor Villa-Lobos é uma das figuras mais importantes na história da educação musical brasileira. O carioca nascido em 1887 também é reconhecido por trazer uma linguagem mais abrasileirada à música erudita nacional. Sua relação com a musicalização nasce do desejo de elevar a educação musical e artística do povo brasileiro.

Muito influenciado pelo folclore nas suas composições, já na década de 20 elaborou o “ Guia Prático”. Esta coletânea de 137 canções foi destinada à educação musical no país. Ele considerava que este guia apresentava a fisionomia sonora do Brasil, aproveitando nosso rico patrimônio folclórico. Entre 1924 e 1927 o músico realizou viagens determinantes pela a Europa.

Trouxe de lá, as intensificadas influências do Canto Orfeônico – predominantes nesta fase. Em 1933 Villa realizou uma viagem por 66 cidades espalhando a prática de canto coletivo. Um ano antes, o ensino musical nas escolas havia se tornado obrigatório. O projeto implantado era de autoria do maestro. Neste artigo trataremos de como o compositor trabalhou com a musicalização infantil. Confira!

Villa-Lobos e a influência do canto orfeônico

O canto orfeônico constituía uma prática de canto amadora e coletiva. Sua função original de disciplinar acabou cedendo à capacidade de democratização do ensino musical. Afinal, os instrumentos musicais são custosos e a sua inserção nas escolas seria uma grande dificuldade.

O canto, por outro lado, não padece destes empecilhos e Villa-Lobos sabia disto. Então, como o compositor trabalha com a musicalização infantil? Sabemos que ele aproveitou o canto orfeônico para implantar um projeto de educação musical em larga escala no Brasil. A função do ensino era despertar os sentimentos dos alunos.

Segundo o compositor, não apenas no âmbito estético, mas também moral. Havia, portanto, um componente de natureza cívica nas aulas. Apesar disto a prática não deveria ser orientada por uma autoridade rígida. Razão pela qual o aspecto lúdico sobressai na musicalização de Villa-Lobos.

Aproveitando o cancioneiro popular para falar à sensibilidade das crianças

A ideia do maestro era possibilitar através da imaginação o despertar da sensibilidade artística. A ponte que permitia que se atingisse esse objetivo era o cancioneiro infantil. Jogos e cantigas de ninar foram especialmente selecionados pelo compositor com esse fim. O desenvolvimento artístico das crianças viria enquanto cantavam estas músicas.

Villa-Lobos considerava ainda que o ensino musical deveria começar o mais cedo possível. O ideal era que a sua aquisição ocorresse tão precocemente quanto o desenvolvimento da linguagem. E da mesma forma que nesta, o primordial deveria ser a familiarização com os sons.

Isso significa que não importam as considerações técnicas e extramusicais na musicalização infantil. A criança deve primeiro ouvir e apreciar os sons, pois a música fala por si só. Apenas depois deve surgir a rotina pedagógica voltada à distinção e compreensão dos elementos musicais.

Os princípios da musicalização em Villa-Lobos

Os princípios que norteiam o modo como o compositor trabalha com a musicalização infantil dependem muito da imaginação. É por isso que os educadores devem levar os alunos a pensar a respeito da música. Considerando, por exemplo, o seu título e como ele se relaciona àquilo que ouvem.

É importante, então, registrar os sentimentos e ideias que surgiram desta apreciação. As crianças podem até mesmo representar em desenho e escrita as sensações despertadas pela música. O que importa para Villa-Lobos é, acima de tudo, a “educação do ouvido e da alma”.

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