{"id":7077,"date":"2023-05-05T07:50:25","date_gmt":"2023-05-05T10:50:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/?p=7077"},"modified":"2026-08-21T17:19:19","modified_gmt":"2026-08-21T20:19:19","slug":"notas-musicais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/notas-musicais-2\/","title":{"rendered":"Notas Musicais: Quais S\u00e3o, Como Ler e Por Onde Come\u00e7ar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>As notas musicais s\u00e3o sete nomes naturais, d\u00f3, r\u00e9, mi, f\u00e1, sol, l\u00e1 e si, que a m\u00fasica ocidental associa a alturas sonoras definidas. Com sustenidos e bem\u00f3is, a oitava re\u00fane doze alturas. Na nota\u00e7\u00e3o anglo-sax\u00e3, os mesmos sons recebem as letras C, D, E, F, G, A e B. A sequ\u00eancia se repete a cada oitava.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sete nomes v\u00eam de um hino a S\u00e3o Jo\u00e3o Batista. No s\u00e9culo XI, <strong>Guido d&#8217;Arezzo<\/strong> nomeou cada grau pela s\u00edlaba inicial de um verso do texto latino, e a sequ\u00eancia chegou praticamente intacta ao ensino atual. A s\u00edlaba <strong>ut<\/strong> foi depois substitu\u00edda por <strong>d\u00f3<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nomear as notas e reconhec\u00ea-las na <strong>pauta<\/strong> s\u00e3o habilidades distintas. A primeira \u00e9 memoriza\u00e7\u00e3o de uma sequ\u00eancia fixa. A segunda exige associar tr\u00eas coisas ao mesmo tempo: posi\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica no pentagrama, altura sonora e gesto no instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na <strong>SABRA<\/strong>, Sociedade Art\u00edstica Brasileira, esse conte\u00fado abre o primeiro ano de <strong>musicaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, ao lado da leitura de partitura e da flauta doce, antes da escolha do instrumento sinf\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o notas musicais<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Notas musicais n\u00e3o s\u00e3o o som: s\u00e3o o sistema de nomea\u00e7\u00e3o e registro do som, o que permite escrever uma melodia hoje e toc\u00e1-la daqui a trezentos anos sem depender da mem\u00f3ria de quem a ouviu. Cada nome corresponde a uma altura, e a altura \u00e9 o que faz um som ser percebido como grave ou agudo. Ela vem da frequ\u00eancia sonora, a velocidade com que o ar vibra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nota \u00e9 o endere\u00e7o, e o som \u00e9 o que mora nele: o mesmo d\u00f3 existe no violino, na flauta transversal e na voz de uma crian\u00e7a, com timbres diferentes e a mesma altura.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que existem sete nomes e doze alturas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o sete nomes naturais, n\u00e3o sete sons. Entre a maior parte deles cabe um som intermedi\u00e1rio, que recebe o nome do vizinho com uma altera\u00e7\u00e3o. Sete naturais mais cinco intermedi\u00e1rios d\u00e3o doze alturas por oitava, que em sequ\u00eancia formam a escala crom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nota n\u00e3o \u00e9 acorde<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nota musical \u00e9 uma altura isolada, um som por vez. O acorde \u00e9 a soma de tr\u00eas ou mais alturas soando ao mesmo tempo. O contraste est\u00e1 detalhado em <a href=\"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/notas-acordes\/\">notas e acordes<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as sete notas musicais<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As notas musicais naturais s\u00e3o, em ordem: d\u00f3, r\u00e9, mi, f\u00e1, sol, l\u00e1 e si. Depois de si a sequ\u00eancia recome\u00e7a em d\u00f3, para cima e para baixo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A ordem da escala e a oitava<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sequ\u00eancia de d\u00f3 a d\u00f3 \u00e9 a escala diat\u00f4nica, e a dist\u00e2ncia entre os dois d\u00f3s \u00e9 a oitava, nome vindo dos oito graus percorridos at\u00e9 reencontrar a mesma nota em outra regi\u00e3o da audi\u00e7\u00e3o. A dist\u00e2ncia entre duas notas quaisquer \u00e9 o intervalo musical.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Notas em letras, a equival\u00eancia C, D, E, F, G, A, B<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mesmas alturas t\u00eam um segundo conjunto de nomes, o sistema anglo-sax\u00e3o, que usa letras. Aparece em cifra musical e em quase todo software de \u00e1udio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th>Nome latino<\/th><th>Letra<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>d\u00f3<\/td><td>C<\/td><\/tr><tr><td>r\u00e9<\/td><td>D<\/td><\/tr><tr><td>mi<\/td><td>E<\/td><\/tr><tr><td>f\u00e1<\/td><td>F<\/td><\/tr><tr><td>sol<\/td><td>G<\/td><\/tr><tr><td>l\u00e1<\/td><td>A<\/td><\/tr><tr><td>si<\/td><td>B<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como as notas musicais s\u00e3o escritas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As notas musicais ganham posi\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o s\u00f3 nome, quando entram na pauta musical, tamb\u00e9m chamada pentagrama.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O pentagrama, cinco linhas e quatro espa\u00e7os<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pentagrama tem cinco linhas horizontais e, entre elas, quatro espa\u00e7os. Cada linha e cada espa\u00e7o \u00e9 um lugar de nota, e quanto mais alto o s\u00edmbolo, mais aguda a nota. Quando a melodia ultrapassa as cinco linhas, entra a linha suplementar, um tra\u00e7o curto sob aquela nota.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A clave define tudo (sol, f\u00e1 e d\u00f3)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pentagrama sozinho n\u00e3o diz que nota est\u00e1 escrita em cada linha: quem decide isso \u00e9 a clave, o s\u00edmbolo no in\u00edcio da pauta, e troc\u00e1-la muda o nome de todas as notas da p\u00e1gina sem mover um \u00fanico s\u00edmbolo. A clave de sol serve \u00e0s regi\u00f5es agudas e \u00e9 a primeira que se aprende, usada por violino, flauta transversal, obo\u00e9 e pelo coral infantil. A clave de f\u00e1 serve \u00e0s graves e \u00e9 a leitura de trombone, fagote e violoncelo. A clave de d\u00f3 \u00e9 a da viola.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Onde cada nota fica na clave de sol<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na clave de sol, as notas escritas sobre as linhas do pentagrama s\u00e3o mi, sol, si, r\u00e9 e f\u00e1, e as notas nos espa\u00e7os s\u00e3o f\u00e1, l\u00e1, d\u00f3 e mi. A leitura \u00e9 sempre de baixo para cima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O truque est\u00e1 na repeti\u00e7\u00e3o com som: nomear a nota escrita e cant\u00e1-la em seguida. Nomear sem cantar produz um leitor que soletra e nunca l\u00ea. H\u00e1 treino em <a href=\"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/exercicios-de-teoria-musical-nome-das-notas\/\">exerc\u00edcios de teoria musical com o nome das notas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cifra e tablatura, o que informam e o que omitem<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da partitura circulam dois outros sistemas de escrita. A cifra registra harmonia por letras e cabe acima da letra de uma can\u00e7\u00e3o, mas nada diz sobre melodia ou ritmo. A tablatura, usada em instrumentos de corda dedilhados, indica onde p\u00f4r o dedo, n\u00e3o que altura vai soar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th>Sistema<\/th><th>O que informa<\/th><th>O que omite<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Partitura<\/td><td>Altura, dura\u00e7\u00e3o, intensidade e andamento<\/td><td>Nada de essencial<\/td><\/tr><tr><td>Cifra<\/td><td>Acordes e sua sequ\u00eancia<\/td><td>Melodia e ritmo preciso<\/td><\/tr><tr><td>Tablatura<\/td><td>Posi\u00e7\u00e3o do dedo<\/td><td>Altura, e serve s\u00f3 \u00e0quele instrumento<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partitura \u00e9 o \u00fanico dos tr\u00eas que registra a m\u00fasica inteira: manuscritos do s\u00e9culo XVIII do acervo de musicologia da SABRA voltaram a ser tocados porque foram escritos assim.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De onde vieram os nomes das notas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As notas musicais n\u00e3o nasceram com esses nomes. A nomea\u00e7\u00e3o que usamos foi criada no s\u00e9culo XI por Guido d&#8217;Arezzo, monge beneditino e professor de canto, diante de um problema pr\u00e1tico: o canto gregoriano era transmitido de ouvido, o que custava anos de ensaio e produzia vers\u00f5es diferentes em cada mosteiro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Guido d&#8217;Arezzo e o Hino a S\u00e3o Jo\u00e3o Batista<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A solu\u00e7\u00e3o foi usar um texto que os cantores j\u00e1 sabiam de cor, o Hino a S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, cujo verso inicial \u00e9 <em>Ut queant laxis<\/em>. Cada verso da melodia come\u00e7ava um grau acima do anterior, e Guido tomou a s\u00edlaba inicial de cada um como nome de altura: ut, r\u00e9, mi, f\u00e1, sol e l\u00e1. O si n\u00e3o veio da primeira s\u00edlaba de um verso regular, mas sim das letras iniciais das duas palavras do \u00faltimo verso (Sancte Ioannes).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que &#8220;ut&#8221; virou &#8220;d\u00f3&#8221;<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro nome caiu por raz\u00e3o de canto: &#8220;ut&#8221; termina em consoante e trava a voz, enquanto &#8220;d\u00f3&#8221; \u00e9 s\u00edlaba aberta e se sustenta, o que serve melhor ao solfejo. A origem hist\u00f3rica completa est\u00e1 em <a href=\"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/notas-musicais\/\">como surgiram as notas musicais<\/a>, ancorada na pesquisa em musicologia hist\u00f3rica brasileira da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sustenidos e bem\u00f3is, as notas do meio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As notas musicais tamb\u00e9m podem ser alteradas, e \u00e9 isso que preenche o espa\u00e7o entre os sete nomes. O sustenido eleva a nota em meio tom, o bemol abaixa a nota em meio tom e o bequadro cancela a altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tom e semitom<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O semitom \u00e9 a menor dist\u00e2ncia entre duas alturas vizinhas no sistema ocidental, e o tom equivale a dois semitons. A escala diat\u00f4nica alterna tons e semitons em um desenho fixo, e \u00e9 esse desenho, n\u00e3o os nomes, que d\u00e1 identidade \u00e0 melodia. O detalhamento est\u00e1 em <a href=\"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/tom-semitom\/\">tom e semitom<\/a> e em <a href=\"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/sustenido-bemol\/\">sustenido e bemol<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que mi e f\u00e1, si e d\u00f3 n\u00e3o t\u00eam nota entre eles<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cinco pares de notas vizinhas t\u00eam um tom de dist\u00e2ncia, e entre eles cabe um som alterado. Dois pares n\u00e3o: de mi para f\u00e1 e de si para d\u00f3 a dist\u00e2ncia j\u00e1 \u00e9 de um semitom. \u00c9 a raz\u00e3o de as teclas pretas do piano aparecerem em grupos de duas e de tr\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Altura, dura\u00e7\u00e3o, intensidade e timbre, as quatro qualidades do som<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As notas musicais dizem respeito a apenas uma das quatro qualidades do som. Altura \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o entre grave e agudo. Dura\u00e7\u00e3o \u00e9 quanto tempo o som permanece. Intensidade \u00e9 o volume. Timbre \u00e9 a cor que distingue um obo\u00e9 de um violino tocando a mesma nota.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Altura e dura\u00e7\u00e3o, o erro mais comum de quem come\u00e7a a ler<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nota define a altura do som; a figura que a representa define a dura\u00e7\u00e3o, dois atributos independentes, e confundi-los \u00e9 o erro mais comum de quem come\u00e7a a ler partitura. N\u00e3o existe &#8220;nota sem\u00ednima&#8221; como categoria de altura: existe um sol escrito com figura de sem\u00ednima e o mesmo sol com figura de semibreve, que soa quatro vezes mais tempo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Figuras de dura\u00e7\u00e3o, da semibreve \u00e0 colcheia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As figuras de dura\u00e7\u00e3o funcionam por propor\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o por segundos. A semibreve \u00e9 a unidade de refer\u00eancia: a m\u00ednima vale metade dela, a sem\u00ednima metade da m\u00ednima, a colcheia metade da sem\u00ednima. O tempo real depende do andamento e do compasso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por onde come\u00e7ar a aprender de verdade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem procura notas musicais quase sempre quer tocar, e o caminho mais curto n\u00e3o \u00e9 o mais direto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A ordem que funciona: ouvir, cantar, nomear, ler, tocar<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sequ\u00eancia que sustenta o primeiro ano de forma\u00e7\u00e3o da SABRA \u00e9 esta, nesta ordem. Primeiro o ouvido reconhece que um som \u00e9 mais agudo que o outro. Depois a voz reproduz o que o ouvido reconheceu, base do solfejo. S\u00f3 ent\u00e3o entra o nome, e a crian\u00e7a canta dizendo d\u00f3, r\u00e9, mi. Em seguida vem o s\u00edmbolo na pauta, ligado a um som que ela j\u00e1 sabe cantar. Por \u00faltimo, o instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pular etapa \u00e9 o que produz o adulto que toca de ouvido h\u00e1 dez anos e trava diante de uma partitura: o problema nunca foi talento, \u00e9 uma alfabetiza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o foi feita. D\u00e1 para avan\u00e7ar sozinho com material organizado, como o roteiro de <a href=\"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/como-ler-partituras-passo-a-passo-para-musicos-iniciantes\/\">como ler partituras passo a passo<\/a>, mas s\u00f3 um professor corrige o erro na hora em que ele acontece.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Flauta doce e voz, por que a entrada n\u00e3o \u00e9 o instrumento caro<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 preciso comprar instrumento caro para aprender a ler notas musicais. As portas de entrada na SABRA s\u00e3o a voz, no coral infantil, e a flauta doce, de digita\u00e7\u00e3o simples, que permite tocar uma melodia real na primeira semana. A escolha do primeiro instrumento sinf\u00f4nico vem depois, entre violino, viola, violoncelo, flauta transversal, obo\u00e9, fagote e trombone, e da\u00ed o estudo passa a grupos de tr\u00eas a quatro alunos e \u00e0 aula individual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Que idade \u00e9 boa<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A musicaliza\u00e7\u00e3o infantil funciona bem a partir dos seis ou sete anos, quando a crian\u00e7a j\u00e1 tem coordena\u00e7\u00e3o e aten\u00e7\u00e3o para associar s\u00edmbolo e som. Antes disso o trabalho \u00e9 de percep\u00e7\u00e3o, canto e movimento. N\u00e3o h\u00e1 idade limite: adolescentes e adultos aprendem pela mesma sequ\u00eancia. Na SABRA, o atendimento vai dos 7 aos 60+.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que 13 anos ensinando leitura musical mostram<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A SABRA, Sociedade Art\u00edstica Brasileira, ensina este conte\u00fado h\u00e1 treze anos, para mais de duas mil crian\u00e7as e adolescentes. O momento decisivo do percurso de forma\u00e7\u00e3o musical n\u00e3o \u00e9 a primeira nota tocada: \u00e9 a semana em que o aluno para de soletrar a pauta e passa a l\u00ea-la. Antes disso ele reproduz; depois estuda sozinho e escolhe repert\u00f3rio. A leitura transforma interesse em autonomia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que vem depois aparece na trajet\u00f3ria de ex-alunos: h\u00e1 quem toque em orquestra sinf\u00f4nica no Brasil, quem tenha seguido para doutorado no exterior e um quarteto de ex-alunos de dezessete anos que j\u00e1 toca profissionalmente. Todos come\u00e7aram pela mesma tarefa, nomear sete notas e localiz\u00e1-las no pentagrama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas turmas da SABRA, filhos de empres\u00e1rios estudam ao lado de crian\u00e7as em vulnerabilidade social, e a plateia re\u00fane as duas fam\u00edlias na mesma fileira: a partitura n\u00e3o pergunta de onde veio quem a l\u00ea, e essa \u00e9 a inclus\u00e3o social mais concreta que a institui\u00e7\u00e3o pratica. A educa\u00e7\u00e3o inclusiva \u00e9 rotina, com alunos com neurodiverg\u00eancia nos corais e na Orquestra Jovem de Betim, com acompanhamento individual. Em junho de 2026, um aluno autista n\u00e3o verbal cantou no coral junto com a orquestra, epis\u00f3dio que a institui\u00e7\u00e3o registra como acolhimento e participa\u00e7\u00e3o. Uma assistente social acompanha a frequ\u00eancia de todos e investiga cada evas\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Onde se aprende leitura musical gratuitamente, e quem sustenta isso<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A SABRA, Sociedade Art\u00edstica Brasileira, ensina leitura musical gratuitamente no primeiro ano de forma\u00e7\u00e3o, em Betim, Contagem e Raposos, dentro de um projeto cultural incentivado. O percurso descrito aqui, musicaliza\u00e7\u00e3o, leitura de notas e flauta doce, \u00e9 o programa desse primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A SABRA, Sociedade Art\u00edstica Brasileira, oferece educa\u00e7\u00e3o musical gratuita em Betim, Contagem e Raposos (MG). Aulas, material did\u00e1tico e apresenta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas n\u00e3o t\u00eam custo para as fam\u00edlias: a gratuidade \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o contratual do projeto cultural incentivado, com presta\u00e7\u00e3o de contas p\u00fablica. O ingresso ocorre por edital peri\u00f3dico, e vale consultar a disponibilidade atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aprender a ler as sete notas \u00e9 o primeiro ano do percurso de qualquer aluno da SABRA, e n\u00e3o custa nada \u00e0s fam\u00edlias porque empresas destinam parte do imposto que j\u00e1 pagariam a um projeto cultural aprovado. Empresas no lucro real podem destinar parte do imposto de renda devido a projetos aprovados pela Lei Rouanet, e h\u00e1 ainda a destina\u00e7\u00e3o ao FIA, o Fundo da Inf\u00e2ncia e da Adolesc\u00eancia, em Betim e em Contagem. \u00c9 dedu\u00e7\u00e3o fiscal operada pelo contador da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conhe\u00e7a como sua empresa, no lucro real, pode destinar parte do imposto de renda devido a um projeto de educa\u00e7\u00e3o musical gratuita.<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.sabra.org.br\/\">Fale com a SABRA sobre patroc\u00ednio cultural e doa\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tamb\u00e9m o programa de forma\u00e7\u00e3o musical da SABRA e acompanhe os editais de inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Conte\u00fado produzido sob dire\u00e7\u00e3o de Marcio Miranda Pontes, maestro formado pela UFMG, 35 anos no Pal\u00e1cio das Artes, onde foi diretor de ensino, diretor do Festival de Inverno de Ouro Preto e pesquisador de musicologia hist\u00f3rica brasileira.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas frequentes<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quantas notas musicais existem?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem sete notas naturais: d\u00f3, r\u00e9, mi, f\u00e1, sol, l\u00e1 e si. Com sustenidos e bem\u00f3is, s\u00e3o doze alturas por oitava.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 a ordem das notas musicais?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ordem ascendente \u00e9 d\u00f3, r\u00e9, mi, f\u00e1, sol, l\u00e1, si e novamente d\u00f3. Essa sequ\u00eancia \u00e9 a escala diat\u00f4nica, e a repeti\u00e7\u00e3o do d\u00f3 marca a oitava.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre nota musical e acorde?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nota musical \u00e9 uma altura isolada, um som por vez; o acorde \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o de tr\u00eas ou mais alturas soando ao mesmo tempo. A confus\u00e3o vem da cifra, que nomeia o acorde pela letra da nota que lhe serve de base.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como saber qual nota est\u00e1 escrita na partitura?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pela posi\u00e7\u00e3o no pentagrama, sempre lida \u00e0 luz da clave indicada no in\u00edcio da pauta. Na clave de sol, as linhas s\u00e3o mi, sol, si, r\u00e9 e f\u00e1, de baixo para cima, e os espa\u00e7os s\u00e3o f\u00e1, l\u00e1, d\u00f3 e mi.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que significam as letras C, D, E, F, G, A e B?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o as mesmas sete notas no sistema anglo-sax\u00e3o: C \u00e9 d\u00f3, D \u00e9 r\u00e9, E \u00e9 mi, F \u00e9 f\u00e1, G \u00e9 sol, A \u00e9 l\u00e1 e B \u00e9 si. Aparecem em cifra musical e em material em ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Precisa saber ler partitura para tocar?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio para tocar de ouvido, mas \u00e9 o que permite estudar sozinho, ler repert\u00f3rio novo e tocar em conjunto. Sem leitura, o m\u00fasico depende de algu\u00e9m que lhe mostre cada pe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Com que idade a crian\u00e7a pode come\u00e7ar?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A musicaliza\u00e7\u00e3o infantil funciona bem a partir dos seis ou sete anos. Na SABRA, o atendimento vai dos 7 aos 18 anos, e adultos aprendem pela mesma sequ\u00eancia de etapas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Existe curso gratuito de leitura musical?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim. A SABRA ensina leitura musical no primeiro ano de forma\u00e7\u00e3o, sem custo para as fam\u00edlias, em Betim, Contagem e Raposos. A gratuidade \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o contratual do projeto cultural incentivado, e o ingresso acontece por edital peri\u00f3dico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabe o que s\u00e3o notas musicais e como elas s\u00e3o representadas de forma gr\u00e1fica? N\u00e3o? Ent\u00e3o conhe\u00e7a mais alguns s\u00edmbolos musicais e entenda como ela pode ser representada graficamente.<\/p>\n","protected":false},"author":39,"featured_media":7079,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_customify_content_layout":"","_customify_sidebar":"","_customify_page_header_display":"default","_customify_disable_header":"","_customify_disable_header_top":"","_customify_disable_header_main":"","_customify_disable_header_bottom":"","_customify_disable_page_title":"","_customify_disable_content_vertical_padding":"","_customify_disable_footer_top":"","_customify_disable_footer_main":"","_customify_disable_footer_bottom":"","_customify_breadcrumb_display":"","_customify_header_transparent_display":"","_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[15,2757,3626,3623,8,3629,1285,3628,16,3519,1286,11,3622,9],"class_list":["post-7077","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog-sabra","tag-assistencia-social","tag-belo-horizonte","tag-cabo-frio","tag-campos-dos-goytacazes","tag-canto-coral","tag-contagem","tag-escola-de-musica-sabra","tag-ibirite","tag-musicalizacao-infantil","tag-nova-lima-2","tag-orquestra-infanto-juvenil-de-betim","tag-orquestra-sinfonica-de-betim","tag-raposos","tag-sociedade-artistica-brasileira"],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p95j2Z-1Q9","jetpack-related-posts":[{"id":760,"url":"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/dicionario-para-musicos-iniciantes\/","url_meta":{"origin":7077,"position":0},"title":"DICION\u00c1RIO MUSICAL","author":"M\u00e1rcio Miranda Pontes","date":"25 de outubro de 2017","format":false,"excerpt":"sequ\u00eancia de notas musicais notas musicais instrumentos musicais sequ\u00eancia de notas musical","rel":"","context":"Em &quot;Blog SABRA&quot;","block_context":{"text":"Blog SABRA","link":"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/category\/blog-sabra\/"},"img":{"alt_text":"Dicion\u00e1rio Musical","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.sabra.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/dicionario-para-masicos-iniciantes-20170920155615-1.jpg-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.sabra.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/dicionario-para-masicos-iniciantes-20170920155615-1.jpg-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.sabra.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/dicionario-para-masicos-iniciantes-20170920155615-1.jpg-1.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.sabra.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/dicionario-para-masicos-iniciantes-20170920155615-1.jpg-1.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.sabra.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/dicionario-para-masicos-iniciantes-20170920155615-1.jpg-1.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":1932,"url":"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/matematica-e-musica\/","url_meta":{"origin":7077,"position":1},"title":"Matem\u00e1tica e M\u00fasica","author":"M\u00e1rcio Miranda Pontes","date":"15 de maio de 2019","format":false,"excerpt":"trabalho da sociedade art\u00edstica brasileira sociedade art\u00edstica brasileira sabra erat\u00f3stenes arist\u00f3xenes e arquitas trabalho da sociedade art\u00edstica sociedade art\u00edstica brasileira","rel":"","context":"Em &quot;Blog SABRA&quot;","block_context":{"text":"Blog SABRA","link":"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/category\/blog-sabra\/"},"img":{"alt_text":"Matem\u00e1tica e M\u00fasica","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.sabra.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/matematica-e-musica-como-relacionar-os-dois-20181024171547.jpg.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.sabra.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/matematica-e-musica-como-relacionar-os-dois-20181024171547.jpg.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.sabra.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/matematica-e-musica-como-relacionar-os-dois-20181024171547.jpg.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.sabra.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/matematica-e-musica-como-relacionar-os-dois-20181024171547.jpg.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":5117,"url":"https:\/\/www.sabra.org.br\/site\/tom-semitom\/","url_meta":{"origin":7077,"position":2},"title":"Entenda as principais diferen\u00e7as entre tom e semitom","author":"M\u00e1rcio Miranda Pontes","date":"19 de maio de 2022","format":false,"excerpt":"Quer saber sobre tons e semitons? 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