No Brasil, os direitos sociais das crianças e adolescentes são assegurados através de dois importantes documentos: a Constituição Brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. Em ambos se frisa necessidade do Estado, sociedade e família em garantir estes direitos uma vez que por causa de suas idades estas crianças e adolescentes não podem reivindicar. Entender a importância destes direitos na vida destes jovens é garantir a possibilidade de futuro para eles.
Os direitos das crianças e dos adolescentes são prioritários
Segundo o ECA, as crianças e os adolescentes estão prioridade absoluta em qualquer decisão que seja tomada que os influencie. Eles precisam ter assegurados o direito ao desenvolvimento físico, psicológico, moral e social. Portanto, escola, saúde, moradia, alimentação, lazer, cultura, atividades físicas e dentre tantos outros direitos básicos devem ser tomados com garantia. Isso se chama dignidade e é um direito. Toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão devem ser combatidas.
Importante destacar que este desenvolvimento deve ser feito com igualdade e também de forma integral. Segundo o ECA, deve haver uma descentralização das políticas de atendimento, saúde, prevenção de maus-tratos e trabalho infantil e demais serviços de proteção ao indivíduo em desenvolvimento. Afinal, o Estado deveria, mas não dá conta de tudo sozinho. Neste cenário surgem ONGs de apoio à criança e ao adolescente em favor do seu pleno crescimento.
O resgate aos direitos perdidos e os caminhos que se abrem
Infelizmente hoje no Brasil, os direitos sociais das crianças e adolescentes têm sido deturpados em favor de objetivos diversos, mas que com certeza fogem do princípio à dignidade. Muitas delas infelizmente estão à mercê da negligência do Estado, que não garante suas questões básicas, da exploração de trabalho, da discriminação em todos os sentidos, bem da opressão. Quanto a violência e a crueldade, por permanecerem a margem da sociedade muitos são cooptados a facções criminosas.
A mudança desta realidade começa quando cada um entende e assume o seu papel quanto cidadão de um país. E partir de então cobra os seus representantes legislativos e do executivo a criarem ações de apoio e fiscalizarem as leis já em vigor. Também podem atuar incentivando, financiando e participando de ONGs de apoio as crianças e aos adolescentes nas mais diversas áreas como: educação, música, artes gráficas, dramáticas e etc.
Desta forma criaremos jovens que desenvolvem e crescem plenamente dentro dos seus direitos, tendo uma infância sadia e acolhida. Quando eles deixam de estar à margem para serem realmente o centro de prioridades, como diz a lei, o futuro se abre como um leque de possibilidade. Através da educação e da cultura eles podem aprender e praticar um ofício que o torne um potencial profissionais dentro do mercado de trabalho.
Os direitos às crianças e aos adolescentes são importantes porque cumprem com a ética e a moral que se espera de um cidadão de bem e do regimento do país em que vive. É o aprendizado de que existem valores e caminhos muito diferentes e infinitamente benéficos há o investimento neles. Os resultados são sem dúvidas um país melhor, com cidadãos que lutam pelos seus direitos e também de todo o povo.