Cultura e isolamento social: tudo o que você precisa saber

A pandemia provocada pelo avanço do novo Coronavírus mudou radicalmente os hábitos de toda a humanidade. Milhões de pessoas estão isoladas em suas casas, trabalhando no esquema de home office e fazendo compras online. A intenção é frear o contágio da doença, para assim retornarmos a nossa realidade. Mas enquanto isso não é possível, a internet e a cultura têm sido importantes aliadas em período de quarentena.

Como bares, cinemas e teatros, por exemplo, estão fechados. Muitas empresas, para não quebrar e não deixar de atender os clientes, estão disponibilizando conteúdo online. Livros, filmes, shows e até mesmo exposições estão abertos ao público que tiver acesso à internet.

Dezenas de cantores e músicos programaram lives, em seus perfis nas redes sociais, por diversos motivos. Um deles é aliviar a tensão de um momento como esse que estamos vivendo. O medo e a insegurança, por alguns minutos, dão espaço para a diversão. O segundo motivo é angariar doações para ajudar diversas frentes, como médicos, hospitais e famílias que precisam do básico para sobreviver. E o terceiro é para dar continuidade a sua carreira e promover novas músicas.

Grandes empresas fora do universo artístico estão investindo nesses encontros virtuais. Essa é uma forma de atrair ainda mais pessoas e, quem sabe, receber mais doações.

Já para os amantes de literatura, a quarentena pode ficar um pouco mais fácil. Várias editoras e grandes companhias disponibilizaram muitos livros. Eles passam pelos clássicos da nossa literatura, como as obras de Machado de Assis, até exemplares infantis, para a criançada não perder o gosto pela leitura.

A produção de livros também não param. Muitos autores também estão se inspirando nesse período para escrever. O isolamento não é pauta apenas para escritores não. Diretores de séries e programas de televisão também encontraram inspiração na dureza desses dias. O entretenimento e a cultura, de fato, estão a todo vapor e a moda de produzir conteúdo online talvez venha para ficar mesmo. Afinal, provavelmente, nosso comportamento como consumidor mudará assim que tudo isso acabar.

Agora se a saudade tem nome e ela se chama museu, também não tem problema. Instituições nacionais e internacionais têm divulgado e liberado o seu acervo digitalmente. Essa foi a alternativa encontrada por grandes museus de todo mundo, já que a pandemia os fez fechar as portas para visitantes. Assim, para quem curtia o programa, mas tem que ficar em casa, agora pode ver exposições sem sair do sofá.

Por outro lado, se a cultura tem ajudado, e muito, as pessoas a terem uma quarentena mais tranquila, donos de estabelecimentos estão bastante preocupados. Afinal, estamos falando de lugares que dependem do fluxo de gente passando e consumidores para se manter. O dinheiro oriundo dos ingressos, por exemplo, alimentava uma cadeia muito longa. Ela vai do artista ao faxineiro do local.

Muitas dessas pessoas da cadeia, que falamos, estão sem trabalhar, já que só estabelecimentos de itens básicos estão abertos. Fora os funcionários contratados em regime temporário, como festivais, por exemplo. Estes já teriam que contar com a imprevisibilidade, mas com a pandemia, a crise foi antecipada.