Qual é a origem do carnaval?

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Uma das festas mais tradicionais e conhecidas do mundo ocidental, o Carnaval tem as suas origens na Idade Média, em uma relação direta com o cristianismo.

O termo Carnaval deriva do latim, em que carnis levale significa “retirar a carne”, conceito associado ao jejum que deveria ser realizado durante a Quaresma, além de também ser uma referência ao controle dos prazeres mundanos.

Embora seja concebida como uma festa medieval e de origem cristã, apresentando conexão com o jejum quaresmal, alguns historiadores buscam traçar outras referências históricas para a festividade, já que o Carnaval sofreu influências e herdou alguns elementos de celebrações da antiguidade.

Tradições

Pelo menos duas festas que eram realizadas na Babilônia guardam traços do que viriam a ser as tradições carnavalescas posteriormente.

As “Sacéias” eram festividades em que um prisioneiro assumia, de forma figurativa e por alguns dias, o papel do rei. Nessas celebrações, ele se vestia e se alimentava como rei, nos aposentos reais, e até dormia com as esposas do rei. Ao final da Sacéia, o prisioneiro era chicoteado e morto.

Outro costume da época ocorria durante a comemoração do ano novo, na civilização mesopotâmica. Promovido pelo rei, no período próximo ao equinócio da primavera, esse ritual acontecia no templo de Marduk, considerado um dos primeiros deuses dos povos mesopotâmicos.

No ritual, o rei perdia os seus emblemas de poder e era humilhado na frente de todos. Ao final, ele assumia novamente o trono. O objetivo seria demonstrar a submissão do rei à divindade.

O que se observa de comum entre as duas festas e que pode ser entendida como uma marca das tradições de Carnaval é a subversão de papéis sociais, já que o costume de homens se vestirem de mulheres e outras práticas parecidas podem ter sido influenciadas por esses hábitos mesopotâmicos.

Também é possível encontrar semelhanças entre o Carnaval e as festas dionisíacas, tradicionais da cultura greco-romana, dedicadas a Dionísio, o deus do vinho. Assim como nas celebrações carnavalescas, a embriaguez e a entrega aos prazeres da carne marcavam esses momentos.

Controle dos ímpetos festivos

No transcorrer da Idade Média e com a Igreja Católica mais consolidada, buscou-se ressignificar essas festividades, para que elas tivessem um senso mais cristão e os ímpetos festivos da população fossem mais controlados.

Como as festas eram enxergadas como exagero, havendo excessos que eram avaliados como propensos a práticas pecaminosas, foi estabelecida, durante a Alta Idade Média, a Quaresma. Este período de 40 dias, que antecede a Páscoa, seria marcado pela contrição e pelo jejum.

Posteriormente, as festividades populares passaram a se concentrar nesse período e a serem denominadas de carnis levale, para que as pessoas extravasassem os seus desejos e os seus ímpetos antes do momento de maior severidade religiosa.

Carnaval no Brasil

A origem do Carnaval no Brasil remete à época colonial, sendo introduzido no País pelos portugueses.

Segundo historiadores, a festividade se estabeleceu em território nacional entre os séculos XVI e XVII, tendo como primeira prática o entrudo. Nessa brincadeira, de origem portuguesa, que se fixou primeiramente no Rio de Janeiro e aconteciam antes da Quaresma, os escravos saiam às ruas sujando uns aos outros, jogando água suja, lama, urina.

Com o passar do tempo, essa prática foi sendo substituída, principalmente nas elites, por costumes carnavalescos que se destacavam na aristocracia europeia do século XVIII, como os bailes de máscaras.

Os bailes, que começaram em salões e teatros, logo ganharam as ruas e impulsionaram o surgimento de cordões de rua, ranchos, corsos e escolas de samba.

A tradição cultural carnavalesca brasileira foi ganhando ainda outros elementos ao longo da história, passando a incorporar novos ritmos musicais e símbolos, como frevos, marchinhas, maracatus e afoxés.

Gostou de conhecer a origem do Carnaval? Aproveite e leia nossas demais publicações do blog!

Sambas-enredo que entraram para a história


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Lendas indígenas que você precisa conhecer

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Existem dezenas de lendas que fazem parte da história e da cultura do povo indígena. Contadas de diferentes formas, depende da região do país, todas elas são repletas de elementos mágicos e sobrenaturais, o que desperta ainda mais o interesse dos ouvintes e leitores.

Algumas dessas lendas, aliás, são bastante conhecidas, como as da Iara, do Boitatá e do Curupira, passadas de geração a geração.

E você, quantas lendas indígenas conhece? Independentemente da resposta, tire alguns minutos e aproveite a lista de histórias incríveis que preparamos a seguir. Vamos começar?

As mais incríveis histórias do povo indígena

Para falarmos sobre as lendas indígenas mais incríveis, precisaríamos de incontáveis linhas neste artigo. Mas, como o espaço é curto, separamos apenas algumas destas histórias especiais para você conhecer. Acompanhe com a gente!

    1. A lenda do Boto

A lenda conta que o Boto cor-de-rosa é um grande galanteador, que se transforma em um jovem e belo rapaz para encontrar e seduzir as moças de sua região. Esses encontros costumam acontecer principalmente em datas comemorativas, como nas festas juninas, por exemplo.

O Boto pode ser reconhecido através de seu chapéu branco, utilizado para esconder o nariz pontudo, que não some mesmo após a sua transformação em homem.

Assim que consegue seduzir alguma moça, ele a leva para o rio onde mora, engravidando-a. O problema é que quando a moça surge grávida, ela se quer consegue se lembrar do que aconteceu. É graças a essa lenda que, em muitas regiões do país, as crianças que não conhecem seus pais são apelidadas de “filhas do Boto”.

    1. A lenda do guaraná

O guaraná é um tipo de fruto muito conhecido por sua aparência, que se assemelha a de grandes olhos. Segundo a lenda, esses olhos surgiram após a morte de um pequeno índio, que morreu ao ser picado por uma cobra.

Os pais deste indiozinho eram incapazes de ter filhos, mas foram agraciados pelo deus Tupã que, após muitos pedidos, concedeu um menino saudável ao casal.

No entanto, Jurupari, conhecido como o Deus da Escuridão, tinha inveja do garoto, já que ele era extremamente querido pela sua aldeia. Por isso, em um dia em que o pequeno índio havia saído para apanhar frutas na floresta, o tal deus se transformou em uma serpente, picando, envenenando e matando o pobrezinho.

    1. A lenda da Caipora

Em tupi, Caipora significa “habitante do mato” e pode representar tanto um homem quanto uma mulher.

A Caipora é chamada de guardiã das florestas. Ela também é conhecida pelos seus gritos, que são descritos como assustadores, para afastarem possíveis caçadores. Para proteger as regiões de mata, essa figura enigmática ainda costuma plantar pistas falsas, para confundir quem pretende agredir a fauna e a flora, além de possuir a habilidade de ressuscitar os animais.

O único jeito de ser ajudado pela Caipora é oferecendo fumo a ela junto a uma árvore qualquer.

Gostou de descobrir essas lendas indígenas incríveis? Então, que tal procurar por mais algumas e conhecer mais detalhes desta cultura tão rica e única?

O valor do patrimônio cultural para memória e identidade do povo


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Cantigas de roda mais populares do Brasil

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Seja na escola, no ambiente familiar ou entre amigos, com certeza você foi uma criança que cantou alguma cantiga de roda, mesmo sem saber. Populares no Brasil, as cantigas de roda combinam versos simples com melodia, o que facilita a memorização e a transmissão de geração para geração.

Embora a origem das cantigas seja incerta, os pesquisadores do assunto consideram que, durante a Idade Média, elas já faziam parte dos hábitos sociais. Aliás, datam desse período, em Portugal e em outros locais da Europa, as cantigas trovadorescas, as quais se utilizam de sentimentos e emoções para enaltecer um ser amado ou do sarcasmo e da ironia para zombar de um desafeto.

No Brasil, as cantigas de roda receberam influências de diversas culturas, como a europeia, a indígena e a africana. Dentre os temas retratados em suas letras, temos animais, amizades, amor, flora, fauna, comidas e religião, por exemplo.

O que as cantigas de roda têm a ver com educação e música?

Por tratar de episódios fictícios, as cantigas de roda prendem a atenção e estimulam a imaginação das crianças. Até mesmo as mais pequenas conseguem cantá-las.

Apesar de parecer, algumas vezes, que as crianças estão dizendo versos errados, as incorporações feitas pelos pequenos trazem elementos novos que reestruturam as letras ao longo dos anos.

Além disso, as cantigas de roda promovem a socialização e são importantes marcos da cultura local.

Outro aspecto relevante é que, por meio das cantigas, torna-se possível melhorar a audição, pois as rimas e combinações sonoras das letras fazem com que o ritmo da canção seja memorizado facilmente.

Cinco canções de roda mais populares no Brasil

1 – Atirei o Pau no Gato

Atirei o pau no ga-tô, tô
Mas o ga-tô, tô
Não morreu-reu, reu
Dona Chi-cá cá
Admirou-se, se
Do berrô, do berrô, que o gato deu: miau!

2 – Ciranda Cirandinha

Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar

O anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou

Por isso dona (nome de alguém)
Entre dentro dessa roda
Diga um verso bem bonito
Diga adeus e vá-se embora

3 – Borboletinha

Borboletinha tá na cozinha
Fazendo chocolate
Para a vizinha.

Poti, poti
Perna de pau
Olho de vidro
E nariz de pica-pau pau pau

(Nessa cantiga, é possível ouvir versões em que “vizinha” é substituída por “madrinha”).

4 – O Sapo

O sapo não lava o pé.
Não lava porque não “qué”.
Ele mora lá na lagoa,
Não lava o pé
Porque não “qué”
Mas que chulé!

5 – A Barata Diz que Tem

A barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ra ra, ra, ró, ró, ró, ela tem é uma só! (repetir)

A barata diz que tem um sapato de fivela
É mentira da barata, o sapato é da mãe dela
Ra ra, ra, ró, ró, ró, o sapato é da mãe dela! (repetir)

A barata diz que tem uma cama de marfim
É mentira da barata, ela tem é de capim
Ra ra, ra, ró, ró, ró, ela tem é de capim (repetir)

A barata diz que tem um anel de formatura
É mentira da barata, ela tem a casca dura
Ra ra, ra, ró, ró, ró, ela tem a casca dura (repetir)

A barata diz que vai viajar de avião
É mentira da barata ela vai de caminhão
Ra ra, ra, ró, ró, ró, ela vai de caminhão (repetir)

Outras cantigas de roda populares

Além dessas, é possível encontrar várias outras cantigas de roda, como “Samba Lelê”, “O cravo e a rosa”, “Terezinha de Jesus”, “Peixe Vivo”, “A canoa virou”, “Boi da Cara Preta” e “Capelinha de melão”. A popularidade de cada uma varia conforme a região do Brasil em que se está.

Com certeza, você conhece alguma das cantigas de roda mencionadas. Que tal treiná-las com as crianças numa brincadeira de roda? Acredite, os pequenos irão adorar!

Motivos para conhecer músicas folclóricas


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