EDM e trap: A ascensão de novos gêneros musicais

A música é uma forma de expressão artística que está em constante evolução. Ao longo da história, vimos o surgimento de diversos gêneros musicais, cada um refletindo a cultura e os valores de sua época. Nas últimas décadas, dois gêneros musicais têm se destacado de forma significativa: o Electronic Dance Music (EDM) e o Trap. Esses estilos, caracterizados por suas batidas eletrônicas e influências variadas, conquistaram uma enorme base de fãs e se tornaram parte integrante da cena musical global.

O surgimento do EDM

O EDM, ou Electronic Dance Music, é um gênero musical que se originou no final do século XX, mas realmente decolou no início do século XXI. Ele é caracterizado por batidas eletrônicas pulsantes, sintetizadores complexos e uma ênfase na produção de alta qualidade. O estilo é frequentemente associado à cultura rave e festivais de música eletrônica, onde os DJs desempenham um papel central na criação de experiências sonoras inesquecíveis para o público.

Origens do EDM

As raízes do EDM remontam às primeiras experiências com música eletrônica no final dos anos 70 e início dos anos 80, quando surgiram os primeiros sintetizadores e sequenciadores eletrônicos. Artistas pioneiros como Kraftwerk, Giorgio Moroder e Jean-Michel Jarre exploraram os sons eletrônicos de maneiras inovadoras, pavimentando o caminho para o desenvolvimento do gênero.

Nas décadas seguintes, o acid house, o trance e o techno emergiram como subgêneros do EDM, cada um com suas próprias características únicas.

A popularização global

O EDM ganhou popularidade global no final dos anos 90 e início dos anos 2000, impulsionado por artistas como Daft Punk, The Chemical Brothers e Fatboy Slim. O surgimento da internet e das redes sociais possibilitou que músicas e festivais de EDM alcançassem públicos cada vez maiores, transcendendo fronteiras geográficas.

Festivais como o Tomorrowland, Ultra Music Festival e Electric Daisy Carnival atraíram multidões massivas e se tornaram ícones da cena EDM.

Características do EDM

Uma das características mais marcantes é a sua ênfase na produção eletrônica de alta qualidade. E as músicas são frequentemente compostas por builds e drops, que criam uma dinâmica intensa e emocionante na pista de dança. O gênero também é conhecido por sua diversidade, abrangendo estilos que vão desde o progressive house até o dubstep.

O Trap: Uma revolução sonora

Enquanto o EDM estava em ascensão, outro gênero musical começou a ganhar destaque: o Trap. Originário das ruas de Atlanta, nos Estados Unidos, o Trap é um gênero que combina elementos do hip-hop, da música eletrônica e do rap. Suas batidas pesadas, sintetizadores sombrios e letras muitas vezes relacionadas à vida nas ruas conquistaram uma audiência fervorosa.

Origens do trap

O Trap tem suas raízes no sul dos Estados Unidos, especialmente em Atlanta, onde artistas como Gucci Mane e T.I. foram pioneiros no gênero. As letras frequentemente abordam temas como a vida nas ruas, o sucesso, a luxúria e a ostentação. Além disso, incorpora elementos eletrônicos, como sintetizadores e efeitos de voz, criando uma fusão única de elementos musicais.

A produção musical do Trap é marcada pelo uso de 808s (um tipo de grave) e hi-hats rápidos, criando um groove característico e viciante.

A expansão do trap

O Trap não se limitou às fronteiras dos Estados Unidos. Com o advento das plataformas de streaming e das redes sociais, artistas de todo o mundo começaram a experimentar com o gênero, adicionando suas próprias influências culturais e estilos únicos. O Trap se tornou um fenômeno global, com artistas como Travis Scott, Future e Migos liderando o movimento e colaborando com músicos de diversos gêneros.

A ascensão do EDM e do Trap representa a evolução constante da música e a capacidade de gêneros emergentes de cativar e inspirar audiências ao redor do mundo. Afinal, a música é uma linguagem universal que transcende barreiras culturais e geográficas, e sua evolução é uma parte vital da nossa experiência humana.

Aprender Música


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Desenvolvimento sustentável no Brasil e parceria global

Conteúdo por: Agência de Conteúdo RedaWeb

A arte de contar histórias musicais em quadrinhos: obras imperdíveis para fãs de música e HQs

A fusão entre música e quadrinhos é uma combinação que cativa os sentidos e a imaginação dos leitores. As histórias musicais em quadrinhos, também conhecidas como graphic novels musicais, oferecem uma experiência única que combina a riqueza narrativa das HQs com a emotividade da música.

O casamento perfeito: Música e quadrinhos

A música e as histórias em quadrinhos têm uma longa história de colaboração criativa. Desde os anos 1940, quando personagens como o Batman e o Superman tinham suas próprias séries de rádio, a música tem desempenhado um papel importante na promoção e enriquecimento das histórias em quadrinhos.

Entretanto, a verdadeira sinergia entre essas duas formas de arte aconteceu com as graphic novels musicais, que proporcionam uma experiência imersiva única.

“Bluesman” de Rob Vollmar e Pablo Callejo

“Bluesman” é uma graphic novel musical que mergulha profundamente na história do blues. A história segue um jovem músico chamado Lem Taylor enquanto ele viaja pelos campos de algodão do Mississippi e se envolve em uma jornada de autodescoberta.

A trilha sonora que acompanha a história é composta por autênticas músicas de blues, criando uma experiência emocional intensa que transporta os leitores para o mundo do sul dos Estados Unidos no início do século XX.

“Zahra’s Paradise” de Amir e Khalil

Esta graphic novel conta a história de um ativista político desaparecido no Irã pós-eleição de 2009. A música desempenha um papel importante na vida dos personagens, e a história é pontuada por canções que capturam a luta e a esperança do povo iraniano.

A combinação de narrativa gráfica e música faz com que “Zahra’s Paradise” seja uma obra poderosa que aborda questões políticas e sociais de maneira comovente.

“The Fifth Beatle” de Vivek J. Tiwary, Andrew C. Robinson e Kyle Baker

Esta obra homenageia a vida e o legado de Brian Epstein, o empresário dos Beatles. A música dos Beatles é um dos elementos centrais da história, e a narrativa é acompanhada por ilustrações vibrantes que capturam a energia da época. “The Fifth Beatle” não apenas celebra a música da banda, mas também destaca a importância de Epstein na história da música.

“Overture” de Neil Gaiman e J.H. Williams III

Esta é uma prequela da aclamada série “Sandman” de Neil Gaiman. A música desempenha um papel crucial na história, pois Morpheus, o protagonista, embarca em uma jornada épica através de diferentes realidades. A trilha sonora que acompanha a história aprofunda a atmosfera mágica e surreal da narrativa, criando uma experiência única para os leitores.

“Hip Hop Family Tree” de Ed Piskor

Esta série de quadrinhos é uma exploração abrangente da história do hip-hop, desde seus primórdios nas festas de block party no Bronx até sua ascensão à cultura global. A música é a espinha dorsal da narrativa, e os leitores são levados a uma viagem visual e musical pelas décadas de desenvolvimento do hip-hop. “Hip Hop Family Tree” é uma celebração da música e da cultura que a rodeia.

As obras mencionadas aqui são apenas uma pequena amostra do vasto mundo das graphic novels musicais. Se você é fã de música e quadrinhos, não deixe de explorar essas obras imperdíveis que celebram a interseção de duas formas de arte incrivelmente cativantes.

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Tudo que você precisa saber sobre música contemporânea

Texto por: RedaWeb

Eletrônica na Moda: A Sinergia entre Sintetizadores e Passarelas

Raf Simons, Diesel, Balenciaga, Dries Van Noten, Chloé… a lista de marcas que fizeram referência às festas, mais especificamente às festas de música eletrônica, foi extensa nesta temporada da moda. Diversos designers têm escolhido fazer suas apresentações em boates, e algumas marcas já incorporaram ao seu DNA o estilo clubber, com sua abordagem Do It Yourself (faça você mesmo), que busca a liberdade e a construção de uma identidade própria na noite. Em resumo, a sinergia entre os sintetizadores e a passarela está mais forte do que nunca. Mas para entender essa conexão, é importante voltar às raízes, lá na década de 1970, quando o movimento clubber teve origem.

A Ascensão da Música Eletrônica

Para compreender a relação entre a música eletrônica e a moda clubber, é essencial traçar uma rápida linha do tempo da música eletrônica. Esse gênero musical é caracterizado por uma diversidade de estilos que se originaram em diferentes lugares, culminando no que conhecemos hoje como música eletrônica de dança. Por exemplo, o House nasceu em Chicago nos anos 1970 e foi fortemente influenciado pela música Disco, tendo suas raízes na cultura negra e LGBT. O Trance, por sua vez, surgiu como uma variação mais melódica e psicodélica e se tornou a trilha sonora das raves em locais abertos. Enquanto isso, o Techno emergiu em Detroit nos anos 1980, combinando influências da música afro-americana com uma visão futurista.

Esses estilos musicais se desenvolveram e se fundiram em inúmeras vertentes, dando origem à diversidade sonora que apreciamos hoje. Embora a música eletrônica tenha evoluído musicalmente, o que permanece constante é sua influência na moda e na cultura clubber.

O Estilo Clubber

A estética do movimento clubber é tão diversa quanto a música que o inspirou. Cada subgênero da música eletrônica de dança deu origem a uma abordagem distinta à moda. O House, por exemplo, mantém uma estética quase retrô, evocando a era Disco com roupas brilhantes e extravagantes. Enquanto isso, o Trance é sinônimo de tie-dye e cores fluorescentes, perfeito para raves ao ar livre. Já o Techno reflete uma estética mais industrial, lembrando a cidade de Detroit com sua herança na indústria automobilística.

A Década de 1990

Nos anos 1990, a cultura clubber não só ganhou força no cenário global, como também deixou sua marca no Brasil, principalmente em São Paulo, nas regiões da Rua Augusta e dos Jardins. Boates como Hells, Massivo e Madame Satã tornaram-se pontos de encontro para os entusiastas da música eletrônica. Nessa época, a cena clubber era liderada por indivíduos da comunidade LGBT , que encontraram na música e na moda uma forma de expressar sua liberdade de gênero e orientação sexual.

O Brasil viu o surgimento dos cybermanos, jovens que traziam um estilo futurista da periferia, com piercings, sneakers, peças camufladas e uma atitude única. Eles contribuíram significativamente para a diversidade da cena clubber brasileira, enriquecendo ainda mais o caldeirão de estilos e influências.

A música eletrônica e a moda clubber têm uma relação intrínseca que perdura ao longo das décadas. A música eletrônica inspira a estética clubber, que valoriza a individualidade, a liberdade de expressão e a criatividade. À medida que marcas de moda e designers incorporam elementos da cena clubber em suas coleções e desfiles, a sinergia entre música e moda continua a prosperar.

Imposto de Renda: hora de pagar


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Música eletrônica: Porque esse estilo foi abraçado pelos jovens

Texto por: RedaWeb – Marketing Digital