As regiões periféricas das grandes cidades são locais bastantes proeminentes para a atuação do assistente social, afinal, essas são áreas que normalmente apresentam uma série de problemas sociais, principalmente pobreza, violência e baixo acesso às condições mais básicas de cidadania.

Riscos específicos para a juventude

Os jovens da periferia são, portanto, uma população que sofre com aspectos de ordem socioeconômica, e se tornam altamente vulneráveis a todo o tipo de risco, como a violência, o crime, a evasão escolar, a gravidez precoce, entre outros.

Assim, o trabalho do assistente social pode contribuir significativamente para a inclusão social destes jovens – em sua grande maioria negros e pardos –, mediando o seu acesso às políticas públicas e à educação social.

Os desafios da juventude

Entre o início da adolescência até a formação do adulto, período que podemos considerar entre 13 e 29 anos, o jovem se depara com diversos desafios sociais e precisa de toda a orientação que puder obter. Infelizmente, a juventude da periferia enfrentam esse período em condições ainda mais difíceis.

A transição entre o mundo infantil e as responsabilidades da vida adulta; a ausência de apoio familiar, especialmente representada pela fragilização da figura paterna; a convivência cotidiana com a violência e o crime; a carência de serviços elementares, como saneamento básico e serviços de saúde; a discriminação social e a reduzida e precária infraestrutura educacional são alguns dos desafios que esses jovens enfrentam cotidianamente.

Nesse contexto, a figura do assistente social é ainda mais importante, conduzindo a transformação da realidade e criando mecanismos e inserção social.

O papel do assistente social

O desenvolvimento dos jovens das periferias do Brasil é um desafio e tanto para a Assistência Social. Em primeiro lugar, é muito difícil solucionar o problema da exclusão, uma condição produzida socialmente e que tem origem na própria configuração da sociedade brasileira. O assistente social, portanto, condiciona a sua atuação aos aspectos técnicos da redução da desigualdade.

Em outras palavras, as políticas públicas inclusivas para a juventude são reparadoras e dificilmente combatem a origem dos problemas que esses jovens enfrentam – mas, ainda assim, são extremamente relevantes.

Por isso, os programas e intervenções levados a cabo pelos assistentes sociais são destinados, principalmente, ao incentivo da educação formal, à preparação para o trabalho e à colocação profissional e à educação reprodutiva. A partir desses temas, inegavelmente necessários, as políticas públicas para a juventude periférica desejam criar oportunidades que ultrapassem as restrições ambientais, raciais e culturais dos seus contextos.

A educação sexual, a valorização da cultura da periferia e a criação de mecanismos para fortalecer as comunidades têm sido as principais ferramentas de desenvolvimento da juventude, principalmente em projetos e programas sociais governamentais e do terceiro setor.

O assistente social é o profissional que planeja, coordena e implementa esses procedimentos sociais de resgate da cidadania dos jovens de periferia, educando os sujeitos, adaptando as políticas públicas e analisando os resultados para refinar as ferramentas de suporte social e cultural.

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