Existe um debate acerca do papel que a música cumpre no mundo atual. O dinheiro corrompeu a arte, que deixou de ser feita de forma pura e é feita apenas para buscar lucro? E quem faz música para divertir e entreter o seu público ainda é um artista puro, apenas com objetivos diferentes? Afinal, o que é música, arte ou entretenimento?

O que é arte?

Arte é um conceito extremamente amplo e que tem uma definição bastante complexa no dicionário. Segundo o conceito de Houaiss, arte é uma habilidade ou disposição dirigida para executar uma finalidade na prática ou na teoria, realizada de forma consciente, controlada e racional. Do ponto de vista dessa definição, muita coisa pode ser definida como arte.

Mas a discussão surge porque cada um tem a sua definição pessoal do que é arte. Há quem pense que arte é algo mais puro, e que só é válido quando é feito para transmitir algum objetivo ou emoção. Se o objetivo é apenas entreter, a música não é considerada arte.

Por outro lado, há quem defenda inclusive que entretenimento é arte. Sobre esse aspecto, a música como entretenimento é uma obra de arte, afinal, divertir e entreter é despertar emoções e se conectar com o seu público.

Quando o dinheiro entra em cena é que a discussão fica um pouco mais nebulosa. Há quem produza música apenas para ganhar dinheiro, o que não tem nada de errado necessariamente, mas é um tipo de produção que é muito sujeita a julgamentos sobre a sua validade como obra de arte.

Esse julgamento é bem compreensível. É um pouco difícil levar uma obra mais a sério, pelo menos do ponto de vista artístico, se o seu objetivo for apenas ganhar dinheiro. Isso não significa que ela seja de má qualidade ou que seja inferior às outras, mas apenas que ela talvez não seja tão inspirada quanto às outras.

A verdade é que a música ser uma arte ou entretenimento depende muito de quem a produz.

Os artistas musicais

Em qualquer tipo de arte e especialmente na música existem basicamente 3 tipos de artistas.

O primeiro é que o produz para si próprio. Ao produzir a sua música, ele transmite as emoções que quer da maneira que quer. Faz o que quer e não se preocupa muito com o público. Seu principal objetivo é satisfazer as suas próprias necessidades artísticas e emocionais.

Esse artista, provavelmente, sabe que o seu público não será tão grande quanto poderia, mas sabe que ele será muito forte e fiel. Ele sabe que seu “gosto” é mais restrito, por isso, irá se conectar apenas com as pessoas que se identificam com ele. É, provavelmente, a forma de arte mais pura, e gera uma conexão muito mais forte e duradoura.

O segundo artista é o que a vê a música como um entretenimento. Ele também faz o que gosta, mas busca fazer músicas mais divertidas, que irão se conectar com o público, satisfazendo outras necessidades. O primeiro artista, muitas vezes, tem uma conexão mais emocional e até pessoal, que é difícil de quebrar e pode durar até mesmo a vida inteira.

Esse tem uma conexão um pouco mais passageira, mas também importante, afinal, o entretenimento é uma espécie de emoção e, apesar de certas vezes ser menosprezado, é ainda muito importante. Pessoas precisam de um tempo para relaxar e se divertir. Um artista que consegue isso é muito talentoso.

O terceiro músico costuma ser o mais frio, que procura investir em algo muito popular apenas para ganhar dinheiro em cima. Não existe nada errado com isso, mas o público percebe isso, e a conexão costuma ser muito frágil e passageira.

A discussão entre música como arte ou entretenimento coloca esses dois conceitos em lados opostos, mas quem sabe eles estão mais próximos do que se imagina.

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